Melissa Rosenberg está seguindo uma rotina de trabalhar 7 dias por semana há dois anos, um momento cansativo, mas do qual ela não tem reclamações. A co-produtora do seriado “Dexter”, cuja 5ª temporada estreia domingo, está também escrevendo o terceiro filme da Saga Twilight, Eclipse, depois de ter acabado seu script para o segundo, New Moon, que sairá em 20 de novembro. Seu roteiro para o filme original Twilight ajudou a tornar a até então obscura série de livros em um sucesso estrondoso para a Summit Entertainment.

Rosenberg falou com Eric Estrin sobre destino, nepotismo equivocado e o trabalho mais fácil que ela já fez na vida.

Eu fui par a USC Stark Program para produzir, sabendo que o que eu queria fazer era escrever mas sentindo que se eu também tivesse alguns trabalhos de produção no currículo poderia me dar melhor.

Enquanto eu estava USC também especulava alguns materiais e algum filme. Então eu pensei que para tinha que conseguir isso, eu precisava de um agente. Assim, achei na lista de alunos do Stark quatro pessoas que também tinham frequentado a Bennington College, onde eu me graduei.

Isso foi bem incomum porque a Bennington tinha um corpo estudantil muito pequeno e o Stark Progam só graduava 25 pessoas por ano. Então foi muito estranho que dessas 2 escolas pequenas 4 pessoas se cruzassem.

Uma dessas pessoas foi Liz Glotzer, que era, e ainda é executiva, da Castle Rock. Então eu entrei em contato com ela, mesmo nunca tendo a encontrado antes, e disse “Eu sou aluna da Bennigton e da Stark, você quer ler meu material?”. Ela concordou em ler, então eu a conheci e ela disse “Eu amei; nós não vamos fazer mas eu vou lhe ajudar a arranjar um agente.

Foi aí que Liz foi ficando cada vez mais ocupada e deixou a bola cair. Porém sua assistente ligou para ela e disse “Olha, eu li também o material e amei, e nós sabemos que não vamos conseguir fazer e eu vou conseguir um agente para você”.

A assistente dela ligou para um produtor que ela conhecia e mandou uma pessoa do seu escritório para me dar cobertura – eu não me lembro do nome da mulher – e eu me encontrei com ela e ela também me disse “Eu amei isso, não vamos fazer, mas vou conseguir uma agente para você”. E então finalmente a mulher me mandou para 4 ou 5 dos seus agentes favoritos e eu liguei para eles dizendo que ia levar um script e, antes mesmo que eu tivesse tempo de mandá-los eles me ligaram dizendo “Me traga o script, me traga agora, eu preciso dele nessa semana, vamos, rápido!”

E eu fiquei tipo “Nossa, o que ela disse a eles? Isso é fantástico!” Eu enviei o script a eles e fui encontrar com um deles. Todos da agência queriam me encontar e eu fui. “Isso é incrível”, um deles disse. E outro disse “Sim, nós já fizemos um acordo com a sua mãe!”. E eu “Ok, minha mãe está morta há 10 anos, então vocês são fantásticos!”.

Foi quando eu percebi que eles estavam pensando que eu era a filha da Joan Rivers* porque o nome dela era Melissa Rosenberg também. Eu vi o nepotismo me ajudar mesmo eu não sendo parente de ninguém.

Liz Glotzer sabia que eu não era filha da Joan, mas a assistente dela não e assim ela contou a uma pessoa, que contou a outra pessoa, que contou para os agentes e foi por isso que eles quiseram me ver. Mas como alguns deles realmente leram o script, eles me chamaram.

Eu disse a eles logo de cara “Eu não sou a filha da Joan Rivers”, porém eles já tinham lido de qualquer forma e foi assim que consegui meu primeiro agente.

A partir daí eu saí e consegui meu primeiro cargo escrevendo que foi um filme sobre dança para a Paramount. Eu consegui esse emprego em parte por causa da minha experiência como dançarina. Foi um ponto em que eu achava que sabia para onde estava indo a minha vida, me tornando uma dançarina, mas eu não era boa o suficiente para justificar morrer de fome. Foi uma sonho perdido, se você quer ser melodramática, deixe para outra pessoa, foi o que aconteceu naquele filme, que me rendeu meu primeiro crédito e minha primeira entrada no Writers Guild.

O filme infelizmente nunca foi produzido, mas eu consegui um trabalho na televisão e lá fiquei firme por um bom tempo. Até o ponto em que cheguei a ser co-produtora executiva do seriado “The O.C.” e foi durante este período que o Erik Feig, da Summit, me chamou os produtores executivos de lá e disse que queria uma pessoa com o tom de “The O.C.” para trabalhar com eles e Dave Bartis disse para eles me darem uma chance.

Whether I have “The O.C.” voice is debatable, but I went into that meeting, and it was kismet right away, because the movie they were talking about was another dance movie, “Step Up.” They didn’t know that I had previously been a dancer, and I didn’t know that I was going in to meet on a dance movie.

Escrevi o filme para eles e foi uma experiência muito bem-sucedida. Aí quando eles pegaram todos os direitos de “Twilight”, por causa da minha experiência, Erick me chamou e, basicamente, foi o trabalho mais fácil de toda minha vida.

* Joan Rivers é uma atriz e comediante famosa nos Estados Unidos.

Fonte: The Wrap

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